Você está aqui: Página Inicial Astropoesia A Genival Leite Lima

A Genival Leite Lima

Por David Duarte

 

Lembrei-me de ti, querido amigo,
Ao respirar os brandos ares vernais,
De negros céus e estrelas tais
Quais diamantes em ônix incrustados.


Lembrei-me de ti, querido amigo,
A guardar o fulgor de Fomalhaut;
De tempos passados, sem esplendor igual.
Uma estrela real em teu humilde abrigo.


“Alpha Piscis Austrini”, disse Bayer;
“Fomalhaut, minha Fomalhaut”, disseste tu.


“Oh! meu amigo! nesse doce instante
O vento do passado em mim suspira”*.
Que o longínquo firmamento acima alcance
A minha ode à tua memória merecida.


Fundaste, da Astronomia alagoana, o paço,
Rasgaste, da ignorância, os véus;
Um Bandeirante dos Astros
Em terra de virgens céus.


Vezes outras haverei de lembrar-te
Em meio a lampejos de ciência ou pura arte;
A contemplar, do movimento, a eternidade,
A erguer, sempre, o teu estandarte.

 

 

*Estes dois versos parafraseiam versos do poema "A Luís", de Castro Alves.

 

Todos os direitos de cópia reservados a David Duarte Cavalcante Pinto.

Ações do documento
null   null   null